Qual é a Boa do Crowdfunding: Achaz no Sítio da Banana Verde

“Achaz no Sítio da Banana Verde” é um livro, de autoria do renomado chef Renato Caleffi e do publicitário Alexandre Carvalho, que incentiva o conhecimento sobre alimentação saudável, funcional e orgânica para pais e filhos.

É o primeiro livro da série AchazMania e, em uma história clara e divertida, conta a história de Achaz numa visita divertida ao sítio de sua avó Heloísa, onde vai conhecer um superalimento: a biomassa de banana verde com seus poderes incomparáveis. Além de descobrir e preparar a receita com a sua avó, Achaz vai ganhar uma grande amiga, a Bia Banana. No final da história, a crianças aprendem como se faz essa e outras receitas, como o Milkshake de Chocolate, a Sopa Pink, a Amendolícia e uma maionese incrível pra acompanhar o lanche.

Quero criar um crowdfunding

No Qual é a Boa do Crowdfunding de hoje, batemos um papo super gostoso com Marcelo Vitorino, o criador da campanha – que arrecadou 245% da meta estipulada -, para entender melhor sua experiência com o crowdfunding, os resultados da campanha e as portas que se abriram depois de encerrada.

Quero criar Campanha!

Confira a entrevista!

Candice: Por que crowdfunding?

Marcelo: Acredito que o crowdfunding é uma das melhores estratégias para tirar uma ideia do papel. Além de viabilizar financeiramente, por meio do engajamento de embaixadores/investidores, o resultado da ação do financiamento coletivo é também um sinalizador do quanto sua ideia ou projeto é aderente ao público que você procura. Você sai de uma iniciativa como essa com uma base de dados de percepção para uma ação futura.

Candice: Qual o resultado da sua campanha?

Marcelo: Conseguimos mobilizar 208 kickadores e batemos 245% da nossa meta inicial, conseguimos com isso a publicação do primeiro livro do Achaz. Mas o impacto da comunicação foi grande e com isso vendemos mais livros e este sucesso já garantiu a coleção completa de 4 livros.

Candice: Esperava que tantas pessoas se identificassem com o seu projeto? 

Marcelo: Sim, fizemos um planejamento inicial bem detalhado e investimos nossos esforços em uma comunicação bem segmentada. Eu destaco estes dois pontos (planejamento e segmentação) como os principais fatores de sucesso de um financiamento coletivo. Além disso, o tema da alimentação saudável mobiliza cada vez mais mídia e especialistas em torno dela, trazer estudos e impactos que o projeto pode trazer no futuro é essencial para sensibilizar e mobilizar as pessoas para a colaboração financeira.

Candice: Que benefícios esta arrecadação gerará para você ou para as pessoas ao seu redor?

Marcelo: Tirar uma ideia do papel traz impactos positivos para todos os envolvidos. Para os autores, foi uma exposição importante não apenas do livro, mas do conceito Achaz (Alimentação, Consciência e Humanidade de A a Z) como um todo.

Para mim, foi uma experiência importante para validar os passos que considero essenciais para um financiamento coletivo de sucesso. Não é só publicar na plataforma e acreditar que simplesmente isso engaja doadores: crowdfunding de sucesso é fruto de um bom planejamento.

E, claro, para o público e para as pessoas que acreditam na necessidade de mudarmos nossos hábitos alimentares, o Achaz traz uma nova perspectiva alimentar e de relacionamento familiar.

Candice: O que achou da experiência na Kickante?

Marcelo: Já usei outras plataformas, mas a Kickante tem um diferencial muito importante. Quando tive uma dúvida, consegui contato direto com os administradores e todas as respostas foram rápidas. Isso é um grande diferencial, principalmente em um país que ainda caminha para a cultura do financiamento coletivo.

Candice: Como foi a experiência de crowdfunding para você?

Marcelo: É sempre de grande aprendizado porque é uma ação que envolve todas as ferramentas de comunicação, marketing e mobilização. Cada projeto é um novo aprendizado.

Candice: Defina sua experiência conosco em 3 adjetivos;

Marcelo: Transparência, facilidade e credibilidade

Candice: Você faria crowdfunding de novo?

Marcelo: Sim, e cada vez mais empreendedores me procuram para apoiá-los nas suas iniciativas. Escrevo sobre o tema e realizo palestras com frequência para orientar aqueles que precisam. Acredito no crowdfunding por dois fatores: é uma boa alternativa para captação de recursos e, ao mesmo tempo, é uma estratégia de divulgação de um produto ou serviço.

Candice: O que gerou o sucesso da sua campanha?

Marcelo: Primeiro ponto, sem dúvida foi o planejamento da ação. A campanha teve uma fase inicial de articulação da rede, antes mesmo da publicação da campanha, e quando lançamos o Achaz não era uma ideia desconhecida para parte da nossa rede de contatos.

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Um outro ponto de destaque foi o fato de não focarmos toda energia apenas nas redes sociais e e-mail. Tivemos uma grande embaixadora que colocou a pasta embaixo do braço e, presencialmente, engajou sua rede de contato, explicando o financiamento coletivo e vendendo a ideia do projeto. Catarina Carvalho foi responsável por quase 60% das colaborações, mostrando que crowdfunding não é só engajamento de rede social virtual, como muita gente pensa.

Achaz

Candice: O que fez para divulgar sua campanha?

Marcelo: Fizemos planejamento completo, desde de desenhar o projeto de uma bem didática para a comunicação ser clara e também ter emoção. Pensamos bem no sistema de bonificação ou recompensas para pequenos doadores, isto é bem importante no Brasil, onde as pessoas doam mais quando recebem recompensas tangíveis. Também buscamos embaixadores, tanto nas redes sociais, quanto em ações presenciais, isso foi primordial. Além disso, planejamos e produzimos um conteúdo segmentado focado em públicos diferentes.

Candice: O que teria feito diferente?

Marcelo: Teria feito investimento em anúncios em redes sociais e também em outros canais. Há custos envolvidos, mas uma ação de marketing bem planejada poderia aumentar a arrecadação, dissolvendo os custos. É preciso pensar em crowdfunding como uma empresa.

Candice: Qual a maior lição que ficou com sua campanha?

Marcelo: O risco de sair com um projeto do zero, ir direto para divulgação e quebrar a cara é grande. O ideal é você contar com 20% ou 30% do valor que está pedindo antes de começar. É nesse estágio que vale usar a sua rede de relacionamentos e tentar cooptar os apoiadores iniciais, visto que o tempo disponível para arrecadação costuma ficar no Kickante 60 dias. Assim que o projeto for lançado, faça uma força para que sua rede contribua no menor tempo possível. Outras pessoas se motivarão e lhe darão crédito ao verem as doações acontecendo. Tem um ponto a mais projetos feitos por mais de uma pessoa, pois envolverá mais relacionamentos e exposição.

Se você ficou animado para lançar seu livro, acesse http://www.kickante.com.br/publicar-lancar-livro-independente e saiba todas as vantagens de viabilizá-lo de forma independente, com o apoio de seus fãs!

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